
Lavar frequentemente as mãos sempre que em contacto com o bebé de tenra idade (esta regra é especialmente importante para as visitas);
O que entendemos por febre? Uma temperatura superior a 38º, medida no rabiosque, com um termómetro digital de ponta mole, preferencialmente;
O teste do pezinho é realizado entre o 3º e o 6ºdia de vida. De um modo geral, antes do bebé sair do hospital ou da maternidade, são administradas as vacinas BCG (Tuberculose) e VHB – 1.ª dose (Hepatite B);
Em casa, a temperatura ideal situa-se entre os 20º e os 22º. A utilização de humidificadores/desumidificadores é dispensável a não ser que a criança apresente problemas respiratórios. O que poderemos fazer, no Inverno, se ligarmos o aquecimento, é colocarmos um recipiente com água junto ao mesmo por forma a evitar que o ar seque em demasia;
Sofia Sousa
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2010-11-15
Não é aconselhável darmos banho completo ao bebé enquanto o coto do cordão umbilical não cair. No nosso caso, lavamos a Joana com o auxilio de compressas esterilizadas embebidas em água tépida e em “Creme Lavante”, da Uriage. Por último, o coto do cordão umbilical deverá ser limpo com compressas esterilizadas embebidas em álcool etílico a 70º. Ao colocarmos a fralda, poderemos fazer uma dobra na mesma e retirar para fora o suporte plástico que segura o coto do cordão umbilical de forma a evitar qualquer estrangulamento ou falta de respiração desta zona tão sensível;
A água do banho deverá situar-se entre os 35º e os 37º. Para segurar o bebé no banho, passamos o braço esquerdo por detrás das costas do bebé. Fazemos uma pinça com o polegar e o indicador. Esta pinça agarra no braço do bebé, mesmo junto ao ombro. Ao fazermos isto, o nosso braço e pulso ficam automaticamente a apoiar a cabeça do bebé. Com a outra mão, vamos lavando suavemente o bebé, começando pela cabeça e descendo até aos pés. Para lavar as costas, podemos rodar o bebé ligeiramente para nós ou então pomos a outra mão no peito do bebé e viramo-lo, sem nunca largar a pinça que temos feita com a mão esquerda, ficando o pescoço do bebé apoiado no nosso braço. Deveremos começar por lavar as zonas menos sujas e terminar nas zonas mais sujas. A cabeça deverá ser lavada em primeiro lugar. No final do banho é importante limparmos todas as preguinhas da pele: com a toalha não esfregamos a pele do bebé mas damos pequenas pancadinhas. Não esquecer de limpar atrás das orelhas, debaixo do queixo e atrás dos joelhos, onde facilmente se acumula alguma sujidade natural. Urge secarmos primeiro a cabeça e o cabelo do bebé porque é pela cabeça que perdemos o nosso calor corporal. A roupinha do bebé deverá estar pronta antes do banho para que o bebé não apanhe frio. Nós compramos uma banheira com tripé por ser mais prático. As banheiras embutidas na cómoda, apesar de constituírem uma melhor economia de espaço, acabam por ser contraproducentes porque esse tipo de banheiras acabam por se tornar pequenas mais rapidamente para além de que, quando o bebé começa a chapinhar na água, acaba por molhar a própria cómoda;
Para combater a crosta láctea, existe um mito muito divulgado que consiste em utilizarmos óleo de amêndoas doces para eliminar a crosta láctea. Ora, o óleo de amêndoas doces, ao invés de facilitar a abertura dos poros, por forma a que o couro cabeludo respire (as crostas são como que uma barreira que impede essa mesma respiração), fecha os poros ainda mais. O óleo de amêndoas doces amolece as crostinhas mas não “cura” a crosta láctea mas o seu efeito terapêutico termina aqui. Assim, existem dois produtos excelentes que vos posso recomendar: o Pediatril e o Kelual, à venda nas farmácias. Na minha opinião, o Kelual é mais eficaz num espaço temporal mais curto, apesar do Pediatril também ser um bom produto.
Convém pentearmos o cabelo do bebé com um pente de pontas arredondadas e nunca tirar as crostas que entretanto se vão soltando com as mãos. Posso também aconselhar a não pentear o cabelo todo para trás pois assim o couro cabeludo tem mais dificuldade em respirar;
Relativamente ao creme barreira, existem opiniões que apontam para a sua utilização apenas em caso de início de assadura. Nós aplicamos sempre um creme barreira após a muda da fralda (preferencialmente Uriage, se bem que a Eryplast da Lutsine que orienta igualmente a nossa escolha). Perante assaduras, usamos o Canesten (consultar primeiro o pediatra sobre a posologia), o Nutraisdin e/ou o Zimycan. O que também ajuda é misturar Canesten com Eryplast.
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Fraldas: não será necessário comprar muitos pacotes de fraldas tamanho 0 (recém-nascidos). Posso dizer-vos que, juntamente com o tamanho 2, são as fraldas que mais cedo deixam de servir. Por isso, invistam num pacote só, antes do bebé nascer, porque há recém-nascidos que, dada a sua constituição física e peso, nem chegam a fazer uma embalagem inteira de fraldas tamanho 0. De igual modo, posso aconselhar-vos a não comprarem muitas embalagens de fraldas de uma só marca antes de experimentarem a mesma devido a possíveis alergias que o bebé possa fazer ou até mesmo em termos de anatomia da própria fralda.
Todos os produtos para a higiene do bebé não deverão ser perfumados dado que a pele do bebé é muito sensível. De igual modo, as águas-de-colónia são desaconselhadas. Existe melhor aroma do que o do nosso bebé?! As toalhitas humedecidas deverão apenas ser utilizadas em viagem e durante o primeiro ano de vida do bebé por serem agressivas para a pele do bebé. Pelo menos, nós optámos por usar apenas as toalhitas apenas em viagem a partir do primeiro ano de vida da Joana. A nossa escolha recai sobre as Dodot Sensitive.
Os olhos deverão ser limpos com uma compressa esterilizada embebida em soro fisiológico (preferir as mono-doses às embalagens maiores de soro pois estas últimas, depois de abertas, são um autêntico viveiro de bactérias). Usar uma compressa para cada olho e limpar no sentido de fora para dentro, pois é esse o sentido das lágrimas.
Para colocar soro fisiológico no nariz, posicionar o bebé de lado e colocar na narina que está virada para cima para que o soro entre por essa mesma narina e saia pela outra. Repetir o procedimento com a outra narina.
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Para dormir, deitar o bebé de barriga para cima, sendo que o bebé roda naturalmente a cabeça para um dos lados como defesa (natural) contra o refluxo gástrico. Próximo do primeiro ano de vida, o bebé começará a adormecer de barriga para baixo. Pessoalmente, quando assisti pela primeira vez a esta preferência da Joana fiquei assustada devido aos casos de morte súbita. No entanto, a partir desta idade não há motivo para nos preocuparmos pois a morte súbita é mais comum durante os primeiros 6 meses de vida.
Existem defensores da não utilização de edredons. Pessoalmente, quando a Joana passou para a cama de grades, aos 3 meses, sensivelmente, usamos um edredon que nunca foi alvo de qualquer senão. Muito pelo contrário: uma vez que a Joana não gostava dos sacos de dormir, o edredon foi a solução ideal que encontramos. Até aos 3 meses usamos cobertores de lã (a Joana nasceu no Outono).
Urge não cobrirmos a cabeça do bebé com fraldas de pano, lençol ou brinquedos macios. Por último, quando o bebé está constipado, podemos erguer ligeiramente a cabeceira da cama;
Chupeta e Biberão: As chupetas de silicone são desaconselhadas a partir do momento em que o bebé apresenta comichão nas gengivas (devido à erupção dos dentinhos) porque podem libertar substâncias nocivas. As chupetas devem sempre acompanhar a idade cronológica do bebé e as que apresentem danos deverão ser substituídas. O uso de chucha / biberão / hábito de chuchar no dedo não deverá ser continuado a partir dos 3 anos de idade devido à sua interferência no posicionamento futuro dos dentes.
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Os benefícios da amamentação são inegáveis, tal como muitas dificuldades, e consequente ansiedade, que advêm quando o bebé não pega bem na mama ou chora inconsolavelmente. Existem várias redes de apoio que nos poderão ajudar durante a amamentação, desde o hospital/maternidade onde o bebé nasce até à La Leche League (http://www.llli.org/Portugal.html) e à SOS Amamentação (http://www.sosamamentacao.org.pt/), por exemplo.
Se o bebé não aguenta mais de 1 hora sem mamar, não há qualquer problema em dar-lhe o peito porque o bebé ainda está a perceber que quantidade precisa para se satisfazer. Mamar é um acto de livre demanda!
Para as possíveis gretas nos mamilos, resultantes da amamentação, existem dois truques que resultam no alívio das mesmas: colocar gotas do nosso próprio leite e deixar secar e/ou colocar dois cremes que eu considero excelentes: Lansinoh e Purelan. Podemos colocar cremes anti-gretas pois, ao contrário do que é afirmado em algumas fontes, o creme não influencia o paladar do leite. Isto porque, antes da mamada, limpamos os seios com um disco embebido em água morna, de forma a eliminar qualquer vestígio de creme. Depois da mamada, podemos colocar uma toalha pequena embebida em água fria de forma a relaxar o peito e o desconforto provocado pelas gretas. Secamos muito bem o peito e os mamilos e aplicamos gotas do nosso leite ou o creme. O que aconteceu também comigo foi que depois da mamada, havia gotas de leite que teimosamente caiam. Neste caso, utilizei discos em algodão da Chicco, entre o peito e o soutien de forma a não manchar a roupa.
No meu caso, para facilitar a subida do leite, facultaram-me um frasco de Occitocina: todos os dias, de manhã, colocava uma gota em cada narina e de facto foi um precioso auxílio. De igual modo, antes da mamada, quando sentia o peito a latejar, colocava uma toalha pequena embebida em água morna, o que aliviava bastante quer a sensibilidade do peito quer a preparação do mesmo para a mamada.
Deveremos dar uma mama de cada vez e até ao fim. O leite do inicio da mamada, acinzentado e aguado, é rico em proteínas, lactose, vitaminas, minerais e água. O leite do final da mamada é mais branco do que o leite inicial pois contém mais gordura, tornando esta o leite mais rico em energia. Paralelamente, se numa mamada começamos pelo peito esquerdo, da mamada seguinte convém alternar o peito, começando primeiro pelo direito e passando depois para o esquerdo.
Nos primeiros dias de vida, em que o bebé não chega a esvaziar cada mama por o seu estômago ser ainda pequenino, é aconselhável extrairmos posteriormente o leite manualmente ou com o auxilio de uma bomba por forma a prevenir que os canais do leite bloqueiem.
Há enfermeiras que aconselham uma ingestão abundante de água, outras que não, alegando que tal favorece uma subida do leite mais dolorosa. No entanto, eu sempre ingeri bastante água não apenas por gosto mas também para aumentar o volume de leite extraído.
Nos casos em que a amamentação não é possível (por exemplo, face a um quadro de depressão materna em que a mãe tem que ser medicada), existem vários leites de fórmula disponíveis no mercado (nas grandes superfícies ou na farmácia): Aptamil, Nutriben, Nidina, entre outros. A dose a preparar é de uma medida rasa de leite para cada 30ml de água fervida arrefecida.
Os bebés pequeninos não devem estar mais de 5horas sem comer devido à descida do nível de açúcar no sangue. Assim, para os acordarmos poderemos fazer cócegas nas plantas dos pés, mudar a fralda, fazer cócegas na barriga, etc.
Pode acontecer que, quando o bebé estiver a mamar, ou depois da mamada, fique temporariamente sem ar. O que poderemos fazer nestas circunstâncias será deitá-lo de barriga para baixo, segurando o seu peito e barriga com a palma da nossa mão, cabeça ligeiramente mais baixa do que o corpo e dar pequenas palmadinhas nas costas do bebé com a nossa mão em forma de concha.
Para arrotar, a melhor posição é sentar o bebé no nosso colo, segurar-lhe a cabecinha com uma mão e com a outra, levemente, exercer pequenas palmadinhas nas suas costas. Lembro-me que a Joana demorava cerca de meia hora para arrotar, por vezes ficávamos com a mão e braço dormentes para conseguir que ela arrotasse. Mas é fundamental, sem dúvida, para evitar que o bebé bolce e se engasgue.
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A Joana iniciou a sua diversificação alimentar aos 4 meses, com a papa. De acordo com a Prof.ª Ana Neto, pediatra da Joana e autora do livro “Conheça melhor o seu bebé” (Editora Temas&Debates), a papa é escolhida como primeiro alimento sólido principalmente porque é um alimento enriquecido em ferro mas também porque a adaptação ao sabor é mais fácil. Raramente, alguns pediatras preferem recomendar a sopa como primeiro alimento sólido, particularmente nas crianças com excesso de peso. Recorde-se que cada novo alimento vai substituir uma refeição de leite. Por outro lado, o número total de refeições diárias diminui.
Durante o regime exclusivamente lácteo, é habitual o bebé fazer seis refeições por dia, mas, com a introdução da papa e da sopa, é habitual fazer apenas cinco ou quatro refeições. A papa sem glúten é a mais utilizada para iniciar a diversificação alimentar. Esta papa, porque já contém leite, é reconstituída com água fervida. Também existem papas não lácteas sem glúten que podem ser utilizadas nesta fase mas, porque não contêm leite, têm de ser reconstituídas com o leite habitual do bebé. Neste caso, deveremos preparar primeiro o leite e depois a papa. A primeira papa deverá ser constituída apenas por um cereal, como arroz ou milho, pois o risco de alergia é menor. A sua consistência deve ser cremosa sem ser muito espessa.
Posteriormente, poderemos oferecer ao bebé papas com diversos cereais e frutos. De facto, é bom variar de papa para estimular o paladar da criança. Pelos seis ou sete meses, a papa pode conter glúten. O glúten é uma proteína existente no trigo e está provado que a sua introdução precoce na dieta da criança origina maior incidência de intolerância. Muitas farinhas para lactentes contêm iogurte, laranja ou bolacha, alimentos que são desaconselhados tão cedo, causando confusão nos pais. Por isso, importa esclarecermos que, apesar desses ingredientes estarem nas farinhas de forma modificada, chamada “hidrolisada”, devem ser administrados mais tarde.
Depois de a criança estar adaptada à papa, cerca de quinze dias após a sua introdução, podemos iniciar a sopa de legumes, que vai substituir outra refeição de leite. A primeira sopa deve ser simples, constituída apenas por água, batata, cenoura e cebola. Depois da sopa cozinhada e triturada de forma a obter-se uma textura homogénea, podemos juntar um fio de azeite. É comum o bebé comer cerca de 150cc de sopa ou duas conchas. Durante o primeiro ano de vida, não devermos adicionar sal à sopa da criança. Se a criança tiver dificuldade em se adaptar ao sabor da sopa, podemos substituir a batata por batata-doce e a cenoura por abóbora, por exemplo.
Cerca de quatro dias depois desta sopa simples, podemos adicionar progressivamente outros legumes tais como alface, feijão verde, alho francês, aipo, nabiça, abóbora e alho. Legumes ricos em nitratos como os espinafres, agriões, chuchu e beterraba não devem ser dados antes dos seis meses. Há legumes que podem causar flatulência, como a couve portuguesa, a couve flor e o nabo, pelo que devem ser introduzidos mais perto dos oito ou nove meses de idade. As leguminosas, como ervilhas, feijão seco ou grão, e o tomate não devem integrar a dieta antes dos doze meses. A introdução de novos alimentos deve ser faseada, com intervalos de quatro dias, e devemos oferecer um alimento novo de cada vez.
Entre os oito e os nove meses, o bebé pode comer duas sopas por dia, uma com legumes e carne e outra apenas com legumes, pois não deveremos exagerar na quantidade diária de proteínas de origem animal. A sopa deve ser cozinhada em utensílios de inox ou esmalte, podendo ser congelada, imediatamente após a sua preparação. Na criança que iniciou a alimentação sólida aos quatro meses, a carne é introduzida por volta dos cinco meses, ou seja, quinze dias depois de ter iniciado a sopa de legumes. Inicialmente cozinha-se a sopa de legumes com a carne, a qual se retira no final da cozedura. Neste caso, não se adiciona azeite pois a carne já contém gordura.
Cerca de quatro dias depois, já se oferece a carne ao bebé. Então, cozinha-se a carne e a sopa de legumes separadamente. Depois dos legumes cozidos, retira-se a quantidade que se vai dar ao bebé, cerca de duas conchas, e junta-se a esta porção 20grs de carne cozida. Tritura-se então esta mistura até obter uma sopa homogénea. Antes de oferecer a sopa ao bebé podemos juntar um fio de azeite, uma vez que a sopa não tem a gordura da cozedura da carne. Nesta idade, o bebé deve incluir na sua alimentação carne branca e/ou magra, como frango ou peru, borrego ou vitela.
Mais tarde, pelos nove meses, podemos dar também coelho ou avestruz. A carne de porco não deve ser oferecida antes dos dois anos de idade e deve ser sempre bem passada. A fruta, fonte de vitaminas, é o próximo alimento a introduzir, geralmente um mês depois da carne. No nosso país, esta sequência é adoptada pela generalidade dos pediatras mas em alguns países europeus, a fruta é iniciada antes da carne. A fruta deve ser fresca, madura e oferecida crua, pois deste modo as vitaminas nela contidas são melhor aproveitadas pelo organismo. Deve-se começar pela banana, maçã ou pêra. A fruta deve ser dada como sobremesa, depois da sopa. A conhecida papa de fruta não é suficientemente nutritiva para constituir uma refeição, mesmo que lhe adicionemos bolacha. Porém, quando o bebé começar o iogurte, podemos misturar-lhe fruta e dar como lanche. Em relação a outras frutas, é importante não dar citrinos nem pêssegos antes dos doze meses, nem morangos e kiwis antes dos dezoito meses, por serem frutos altamente alergizantes.
Antes do ano de vida, podemos variar na fruta, com melão, uva, ameixa, melancia, papaia, manga, consoante a época do ano. Entre os frutos tropicais, a papaia é muito útil nos bebés obstipados, podendo ser introduzida logo pelos seis meses. O iogurte é introduzido entre os oito e os dez meses de idade em substituição ou alternando com uma refeição de leite ou papa. Nesta idade, o iogurte deve ser natural. Como o sabor pode desagradar ao bebé por ser mais ácido, podemos misturar fruta natural. Por outro lado, existem no mercado iogurtes naturais feitos à base de leite para lactentes, que são correctos para a alimentação do bebé, apesar de conterem adoçante. Urge nunca adicionar mel ou açúcar ao iogurte: o açúcar porque é um erro alimentar. O mel porque pode conter uma bactéria responsável por uma doença grave, o botulismo. Os iogurtes com sabores devem ser introduzidos mais perto do ano de idade e os famosos “suissinhos” apenas no segundo ano. O peixe pode ser introduzido na dieta pelos nove meses de idade nas crianças sem risco alergénico. O peixe, previamente cozido, é adicionado à sopa de legumes do bebé. Depois de passarmos a sopa e obtermos um creme homogéneo, podemos adicionar um fio de azeite, à semelhança do que sucedeu para a sopa de carne. O peixe pode ser fresco ou congelado e entre a pescada, linguado, solha, dourada, robalo, besugo e tamboril, a escolha é livre. Inicialmente, deveremos evitar os peixes mais gordos, como o salmão e o cherne, embora estes peixes contenham uma gordura saudável.
Quando a criança começa a comer a sopa com peixe, a sua alimentação diária inclui duas sopas de legumes, uma com carne e outra com peixe. Na criança saudável, a gema de ovo pode ser oferecida pelos dez ou onze meses de idade. Inicialmente, deveremos dar apenas meia gema e não mais que duas vezes por semana. Este alimento tem um elevado teor de colesterol, razão pela qual não se deve dar com maior frequência. A gema é dada como alternativa à carne, ou seja, duas vezes por semana, em vez da carne podemos adicionar a gema de ovo à sopa de legumes. Alguns bebés não gostam do sabor da gema: neste caso, é importante não insistirmos. Depois dos doze meses de idade, podemos dar o ovo inteiro, gema e clara (a clara é introduzida mais tarde porque é mais alergizante).
Durante o período exclusivo de leite, a quantidade de água de que o bebé necessita diariamente é fornecida pelo leite, tanto materno como artificial. A excepção são os períodos de calor excessivo em que a criança transpira mais. Mesmo quando os pais oferecem água ao bebé, é habitual ele rejeitar porque o sabor é menos agradável que o do leite. Todavia, aquando da diversificação alimentar, as refeições passam a ser mais sólidas, sendo adequado dar água ao bebé, que bebe se sentir necessidade. A água deve ser oferecida no intervalo das refeições, a fim de não prejudicar o apetite para os principais nutrientes. Até aos seis meses, a água deve ser fervida. Quanto à questão “água engarrafada versus água da torneira”: se a água canalizada da região onde os pais habitam é própria para consumo deve preferir-se a água da torneira. Na região de Lisboa, esta água é rica em cálcio e este mineral é importante para o crescimento da criança. Noutras regiões, é rica em ferro, o que também é bom para o bebé. Por outro lado, a maioria das águas engarrafadas são ácidas, pobres em cálcio e outras contêm sais minerais em excesso para um bebé. Contudo, podem ser uma alternativa nos locais onde a água da torneira seja muito salobra.
Algumas recomendações:
- Os vegetais não devem ser preparados com muita antecedência nem deixados em água porque perdem qualidades nutritivas;
- Quanto à conservação dos alimentos no frigorifico, importa mantê-los em caixas separadas e hermeticamente fechadas;
- Os legumes e a fruta devem ser refrigerados nos receptáculos inferiores e de preferência separados;
- Os alimentos cozinhados devem ser guardados nas prateleiras superiores enquanto os alimentos crús devem ser guardados nas prateleiras inferiores cuja temperatura é mais baixa;
- Ao congelar alimentos, podemos assinalar na caixa a data de congelação. Por outro lado, devemos iniciar a congelação antes dos alimentos arrefecerem por completo para evitar o desenvolvimento de bactérias;
- Podemos congelar leite materno mas ao fim de 15 dias no congelador ele perde o teor em constituintes imunológicos;
- O melhor material para congelar alimentos ou mantê-los refrigerados é o vidro, porque é totalmente inerte, ou seja, não tem reacção com o alimento;
- Podemos aquecer a sopa congelada no micro-ondas. Pessoalmente, o que eu faço com as sopas da Joana é retirar, logo pela mamã, uma dose de sopa congelada e deixá-la a descongelar no frigorifico. À noite, aqueço-a durante 30 segundos no micro-ondas. Retiro o recipiente, mexo a sopa muito bem (para evitar os pontos frios e os quentes) e aqueço durante mais 10 segundos.
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A esterilização deverá ser efectuada até aos 6 meses, havendo pediatras que a aconselham até aos 12 meses. No nosso caso, esterilizamos biberons, tetinas, chupetas e afins até aos 8 meses da Joana, sensivelmente, e por opção própria.
A esterilização deverá ser precedida de uma lavagem eficaz, usando um escovilhão grande para os biberons e outro mais pequenino para as tetinas.Após a lavagem e correcto enxaguamento, poderemos optar por uma esterilização a frio ou a quente.
Método a quente: este método efectua-se mediante fervura ou através do vapor. Na fervura tradicional, o material é imerso em água num panela e ferverá durante cerca de dez minutos, à excepção das tetinas que ferverão durante cinco a três minutos, consoante forem de borracha ou de silicone (estas últimas sofrem uma inutilização superior aquando da esterilização). Para retirar os acessórios, poderemos usar uma pinça.
Os aparelhos a vapor funcionam a corrente eléctrica. Estes aparelhos possuem um termóstato, pelo que se desligam automaticamente após o ciclo.
Existem igualmente modelos específicos para usar no micro-ondas.
Método a frio: este método consiste na imersão completa de todos os acessórios num recipiente próprio, juntando uma pastilha à agua fria. De um modo geral, a esterilização a frio dura cerca de 30minutos. Este foi o método por nós utilizado, apesar de termos de adquirir os consumíveis (isto é, as pastilhas), à parte, se bem que cada caixa contém pastilhas para cerca de um mês;
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São muito ingratas, sobretudo nos primeiros 3 meses de vida. O Colimil não foi de grande utilidade para a Joana e não chegamos a experimentar o Infacol porque entretanto as cólicas deram tréguas.
O que ajudava e muito eram cinco truques:
a) o truque do tubinho bébégel, que ajuda a libertar os gases;
b) usar o próprio conteúdo do bébégel mas nunca durante 3 dias seguidos e em casos apenas excepcionais;
c) massajar, no sentido dos ponteiros do relógio, a zona abdominal do bebé, com as suas pernas flectidas e com as nossas mãos aquecidas;
d) Colocar o bebé de barriga para baixo, sempre na nossa presença;
e) Em último caso, um passeio de carro poderá funcionar.
Podemos igualmente observar as fezes do bebé: se são verdes e espumosas, pode indicar excesso de lactose. Normalmente é este excesso, aliado à imaturidade do aparelho intestinal, que está na base das cólicas. Se realmente for excesso de lactose, pode ser sinal de que o bebé está a beber muito do leite inicial (rico em lactose), o que é bastante comum entre as mães que produzem muito leite.Se assim for e se a mãe deixa o bebé esvaziar a mama, sugiro que a mãe retire um pouco de leite no inicio, dando de mamar logo a seguir: assim, o bebé vai mamar menos leite inicial e mais leite final.
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Há pediatras que defendem que a higiene oral deve ser iniciada aquando do nascimento, outros que afirmam que ela deverá começar aquando da diversificação alimentar, outros ainda que sublinham como marco o primeiro ano de vida. No nosso caso, a higiene oral começou por volta do primeiro ano de vida da Joana. Começamos por usar uma dedeira, se bem que seja igualmente possível utilizarmos uma compressa. Mais tarde, mudamos da dedeira para uma escova de dentes, de cerdas macias. A quantidade indicada de dentífrico (existem várias opções no mercado, indicadas para crianças) deve ser do tamanho da unha do dedo mindinho da criança. É na pasta que se encontra a principal fonte de flúor que torna os dentes mais resistentes, protegendo-os da cárie (o flúor em comprimidos/gotas já não é aconselhado). Não há qualquer inconveniente no facto do bebé engolir a pasta dentífrica. Relativamente à frequência da higiene oral, esta deve ocorrer pelo menos 2 vezes durante o dia e sempre antes de dormir. A primeira dentição é chamada de dentes de leite, sendo que os primeiros dentes costumam aparecer entre os 6-12 meses. É a partir dos 6 anos que surgem os primeiros molares. Pela sua localização/forma são dentes facilmente atingidos pela cárie. Por conseguinte, urge nunca descurarmos a higiene oral!
Uma alimentação equilibrada ajuda a manter uma boca saudável. Não devemos oferecer snacks (sugos, kinders, chocolates, entre outros) entre refeições. Este tipo de snacks, habitualmente, deverão ser dados às crianças a partir dos 3 anos, mas com muita moderação. Não devemos adicionar produtos açucarados aos alimentos nem em chuchas ou biberons.
É de evitar que o bebé adormeça com um biberon pois o açúcar patente no leite está associado a um risco aumentado de cáries. Existem pediatras que aconselham o uso do copo a partir dos 6 meses. No caso da Joana, começamos a familiarizá-la com o copo aquando da introdução da papa, aos 4 meses. Ela habituou-se muito bem ao copo mas apenas para beber água porque para o leite preferimos usar o biberon.
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Evitar os espaços fechados e o contacto com pessoas doentes. Durante o primeiro mês de vida, podemos dar breves passeios com o bebé, desde que este se encontre bem agasalhado.
No carro, é recomendável a utilização do ovo, no banco traseiro, do lado do passageiro, voltado para trás. Urge atentarmos ao facto do ovo estar devidamente instalado. Durante os passeios podemos usar tanto o ovo como a alcofa.
Logo que o bebé segure a cabeça, podemos investir num marsúpio. O que eu aconselho é que não o compremos antes do bebé nascer porque existem vários modelos e o bebé pode sentir-se mais confortável com um ou com outro modelo; no nosso caso, a Joana nunca gostou do marsúpio e muito menos do pano. De qualquer modo, deixo-vos um vídeo sobre porta-bebés: http://redcanguro.org/videos/
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Se andarmos de gatas pela casa, veremos os perigos que estão ao alcance do nosso filho:
- Tomadas, esquinas de móveis, etc. Detergentes, medicamentos, pratos, copos, talheres, entre outros, deverão ser guardados em armários altos;
- Não colocar os ovos nem as espreguiçadeiras em cima de mesas;
- Para qualquer lado que vamos ou qualquer deslocação que seja feita de carro, mesmo por 500 metros, devemos sempre colocar o bebé em transporte adequado e seguro. O bebé não deverá permanecer no ovo mais de 2 horas seguidas, devendo ser utilizado aquando das viagens de carro. Para passear, é aconselhável outro tipo de transporte, como as alcofas, marsúpios ou slings.
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Em primeiro lugar, deveremos retirar todas as etiquetas e lavar previamente a roupa, recorrendo a sabão azul ou a um detergente delicado (a nossa preferência vai para o Norit e para o Skip Baby). O amaciador é dispensável porque os detergentes para bebés são suaves o suficiente. Dependendo da zona do país, e consoante o grau de calcário da água, poderemos recorrer ao amaciador para deixar a roupa mais suave. Mas, de um modo geral, é um produto que não é imprescindível.
A roupa do bebé deve ser lavada à parte da roupa dos adultos e ser separada entre as cores brancas e as restantes cores. Secar a roupa ao sol não é de todo indicado porque deixa a roupa mais áspera e danifica a longevidade das cores. Pessoalmente utilizo sempre o secador de roupa, que deixa a roupa mais suave e com poucos ou nenhuns vincos.
Paralelamente, prefiro tudo (ou quase tudo) em algodão. As peças únicas são deveras confortáveis para os primeiros meses porque ao pegarmos num bebé este não corre o risco de ficar um bocadinho destapado na zona das costas. Prefiro bodies de apertar à frente, com molinhas, porque se as molinhas forem atrás podem magoar as costas do bebé.
Paralelamente, bodies de enfiar pela cabeça não são muito práticos, especialmente quando o bebé faz uma fralda generosa, o body fica sujo e temos que o tirar pela cabeça… Assim, podem investir num bom número de bodies tal como em fraldas de pano, extremamente úteis para ter à mão em caso do bebé bolçar ou, mais tarde, como auxiliar do babete.
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Na primeira gaveta, o que usamos com maior frequência: chupetas, babetes, fraldas de pano, meias, etc. Evitar dobrar as meias para dentro (deixando o avesso para fora) porque deixa o elástico bambo. O que eu fiz foi comprar no IKEA um conjunto de caixas em tecido, cor creme. Em cada uma colocamos algo de diferente: as chupetas, os babetes, as meias, os sapatinhos.
A roupinha pode ser separada entre ascores únicas e as cores estampadas e entre as mangas curtas e compridas. Como dobrar a roupa:
a) bodies: dobrar em três e com os botões para dentro;
b) babygrows: dobrar em três, com as pernas para dentro. Conforme a criança cresce, aumenta o número de dobras;
c) calças: o vinco de todas devem ficar para o mesmo lado.
Relativamente a lençóis, cobertores e toalhas, poderemos guardá-los na gaveta de baixo, com as dobras dos mesmos viradas para o fundo da gaveta pois facilita a arrumação. Poderemos igualmente colocar o conjunto de lençol e capa juntos: facilita na hora de fazer a cama do bebé!
Por último, importa referir a necessidade de ter as gavetas da cómoda forradas: a maioria já vem com o fundo forrado, caso contrário poderemos comprar nas lojas de bricolage uma película plastificada para o efeito. O papel será de evitar.
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- Espreguiçadeira: comprei uma espreguiçadeira pouco antes dos 3 meses da Joana, não sendo um artigo que constasse da nossa lista pré-parto. Convém frisar que a espreguiçadeira não serve de cama, sendo de evitar as sestas aqui, pois a sustentação de uma espreguiçadeira não é a mesma que a de um colchão, o que tem repercussões a nivel da coluna do bebé;
- Intercomunicador: não é essencial nos primeiros meses de vida do bebé, altura em que ele dorme no mesmo quarto que os pais;
- Marsúpio ou sling: não aconselho a comprar antes do bebé nascer porque este poderá não se adaptar a um ou a ambos. Foi o caso da Joana, nada de marsúpio ou sling! O melhor é mesmo experimentar o acessório com o bebé para ver com qual das modalidades ou modelo ele se sente mais confortável. E até mesmo para nós, há modelos com os quais nos sentimos mais confortáveis.
Sofia Sousa
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